Wednesday, February 10, 2010

Kaper Hauser

l see a caravan. . .

. . .coming through the desert. . .

. . .across the sands.

And this caravan. . .

. . .is led by an old Berber tribes man.

And this old man is blind.

Now the caravan stops. . .

. . .because some believe
they are lost. . .

. . .and because they see
mountains ahead of them.

They look at their compass,
but it's no use.

Then their blind leader
picks up a handful of sand. . .

. . .and tastes it,
as though it were food.

My sons, the blind man says,
you are wrong.

Those are not mountains you see. . .

. . .it is only your imagination.

We must continue northward.

And they follow
the old man's advice. . .

. . .and finally reach
the City in the North.

And that's where the story begins.

But how the story goes after
they reach the city, l don't know.

Kaspar hauser

Monday, February 08, 2010

Amanda

Num grande inverno,
Um cobertor enorme,
Abraça seu sono.









Para elas

Friday, January 15, 2010

The tale of Left-brained Larry & Right-brained Rachel


Left-brained Larry & Right-brained Rachel from Niels Wee on Vimeo.

Wednesday, January 13, 2010

na sala de espera

   Chego de férias em Curitiba e a vida começa a voltar ao ritmo do cotidiano. Reuniões mil, contas pra pagar, projetos que andam, outros que não saem do lugar. Vocês sabem que funciono assim, faço projetos mil, a maioria morre antes de começar, alguns dão certo.
   Eis que tenho um projeto com uma amiga, acho que vai dar certo (sempre acho). Logo no início do ano ela me mandou um email dizendo que tinha boas notícias e que gostaria de marcar um café para rediscutirmos o famigerado. Eu disse para ela marcar uma data, pois eu estaria em casa durante toda a semana; ela respondeu com algumas possibilidades ... ai já se fora uma semana (eu demorei um pouco para respondê-la).
   Estávamos nesse pé.

***

   Minha analista ligou ontem (segunda-feira, 11/01) para marcarmos a primeira sessão do ano, como haviamos combinado. Marcamos as 5 de hoje.
   Vinha do Pilarzinho, então deixei o carro na igreja, em frente aos coxas. Desci a Ubaldino com uma moça um pouco a frente, que parecia ser a tal amiga. De fato era ela. Eu sabia que era, mas tinha uma duvidazinha, com a qual meu lado curitibano se uniu para pensar: "nem sei se é ela mesmo, além disso estou em cima da hora para a analise, e eu preciso falar com ela, se eu parar para conversar vou chegar atrasado. Ela vai continuar e vou entrar na clínica. Quando chegar em casa eu ligo pra ela".
   Passos antes da entrada eu já quase a alcançava, e para o meu espanto ela também entrou! Nos encontramos na porta, nos cumprimentamos, sorrimos a boa coincidência, juntos apertamos o interfone amarelo, juntos subimos as escadas e sentamos na sala de espera. Marcava 16:57 no meu celular. Como era uma nova secretária eu logo disse:
-Tenho hora com a Ana.
   Minha amiga arregalou os olhos, com uma mistura de espanto e constrangimento e falou baixinho:
- Er... eu tambem... devo ter confundido o horário.
-Quem sabe não fui eu... - respondi (sou bem capaz disso, já fiz várias vezes).
   Pra piorar tudo a secretária emendou:
-Ela ainda está atendendo - com uma expressão de que ainda ia longe aquela sessão.
   Nos olhamos com mais calma e o incomodo inicial se transformou numa espécie cumplicidade, numa empatia. Vi nos olhos dela aquele mesmo pedaço de parede, com aquela luminária engraçada que faz um reflexo no painel de acrílico do teto. Estava ali aquilo que vejo toda semana quando deito no divã. Imaginei nela aquela mesma voz que vem de algum lugar entre a sala, a minha cabeça e o além.
   Rimos da situação e fizemos nossa reunião ali mesmo.
   Dali um bom tempo sobe nossa analista, nos cumprimenta e a chama. "Fui eu quem errei"- pensei. Minutos depois sai minha amiga da sala, levanta os ombros, e me diz pra entrar:
-Fui mesmo eu a errar. Marcamos para o final da semana um café? Sexta as 2 está bom? - perguntou.
   Acenei que sim e ela se foi.








Originalmente postado na sala de espera

Monday, January 11, 2010

Eu e Martín, Pedro e OLÍVIA

Saturday, January 09, 2010

Mayana

Que vento é esse,
Qui ne sort ni rentre?
Son regard esquisse.










Para elas

Nadja

Vem uma onda
Lichtgeschwindigkeit
Numa risada








Para elas

Mayra (e pra Ismália)

Il s'est passé trop
Elle rêvait des étoiles
Tout s'est fini sur l'eau






Para elas